Voltar ao BlogPai Nosso Explicado Frase por Frase: Como Jesus Ensinou a OrarEstudo Bíblico

Pai Nosso Explicado Frase por Frase: Como Jesus Ensinou a Orar

Por Redação Qual a Fonte 14/10/2026

A oração mais rezada do mundo, lida com calma: o que cada pedido significa e o que as versões de Mateus e Lucas mostram.

O Pai Nosso é a oração que Jesus ensinou aos discípulos. Está em Mateus 6:9-13 e, em versão mais curta, em Lucas 11:2-4. Muita gente a sabe de cor desde criança, e justamente por isso passa rápido pelas frases. Vamos lê-la devagar. (Citações na tradução Almeida Revista e Corrigida.) COMO JESUS INTRODUZ A ORAÇÃO Em Mateus, Jesus diz que a oração não é um desempenho: não é para ser vista pelos outros nem feita com muitas palavras repetidas. Depois ele dá um modelo. Note que é um modelo (“Portanto, orai vós assim”), uma estrutura para guiar a oração. “Pai nosso, que estás nos céus” Duas ideias se juntam: proximidade (“Pai”) e grandeza (“nos céus”). O “nosso” mostra que a oração é feita em comunidade: ninguém ora sozinho diante de Deus. “Santificado seja o teu nome” Santificar é tratar como santo. O primeiro pedido é pelo próprio Deus: que seja honrado. A oração começa em Deus, não em nós. “Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” Pedimos que o governo de Deus se estabeleça, aqui e agora. É também um compromisso: orar “seja feita a tua vontade” é colocar a nossa vontade debaixo da dele. “O pão nosso de cada dia nos dá hoje” Agora a oração passa às necessidades. O pedido é por hoje, por aquilo que é necessário, e isso treina a confiança. É um pedido simples e prático, e mostra que Deus se importa com o sustento diário. “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” Jesus liga o perdão que recebemos ao que damos. Logo depois da oração, em Mateus 6:14-15, ele insiste nesse ponto. Não é uma troca de favores, e sim o aviso de que quem foi perdoado deve perdoar. “E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal” É um pedido de proteção e de dependência: reconhecemos que sozinhos somos frágeis diante da tentação e do mal. “Porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.” Aqui vale a pergunta que sempre fazemos: qual é a fonte? Muitos estudiosos apontam que essa conclusão (a doxologia) não aparece nos manuscritos mais antigos de Mateus, e por isso algumas traduções modernas a colocam em nota ou a omitem. Isso não impede que seja uma bela forma de encerrar a oração, usada há séculos na igreja, mas é bom saber a diferença. MATEUS E LUCAS: POR QUE SÃO DIFERENTES? Em Lucas, o pedido dos discípulos (“Senhor, ensina-nos a orar”) surge depois de ver Jesus orando, e a oração vem mais curta. A explicação mais comum é que Jesus ensinou temas parecidos em ocasiões diferentes. O essencial é o mesmo: Pai, nome, reino, pão, perdão, livramento. UM EXERCÍCIO SIMPLES Em vez de recitar, use as frases como roteiro e ore com as suas palavras: louve, entregue a vontade de Deus, peça pelo dia, confesse e perdoe, peça proteção. Cinco minutos assim já formam um bom hábito. Para continuar, veja o artigo “Estudo bíblico em 15 minutos: um método simples”.